Como é realizada a consultoria para elaboração de POP/BPF


Você certamente já ouviu falar que o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), por exemplo, regulamentam diversas atividades e produtos que acontecem e são desenvolvidos no Brasil.


Entre essas atividades está o processo industrial de diversos segmentos que, para garantir que produtos sejam produzidos de forma padronizada e controlados para terem qualidade, devem adotar as Boas Práticas de Fabricação.


Se você procura entender o que são essas boas práticas e como é realizada a consultoria para que sejam alcançadas, você está no texto certo!




O que são as Boas Práticas de Fabricação?

O termo Boas Práticas de Fabricação define as práticas adotadas pelas indústrias alimentícia, farmacêutica e cosmética que tem como princípio assegurar a qualidade dos produtos.


Essas práticas são estabelecidas no Brasil por meio da publicação de normas, leis ou resoluções que são regularmente aprimoradas, visando evitar problemas de fabricação, contaminação e a falta de higiene dos manipuladores e das instalações. Envolvidos nessa regulamentação específica para cada tipo de estabelecimento estão o Ministério da Saúde, o Ministério da Agricultura e outras agências reguladoras como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), por exemplo.


Nesse sentido, a ANVISA estabelece, por meio de resoluções, os instrumentos de qualidade que estão relacionados às boas práticas, que são os Procedimentos Operacionais Padronizados, conhecidos pela sigla POP, e o Manual de Boas Práticas de Fabricação, ou MBPF, e que devem ser implementados em todos os estabelecimentos, sobretudo aqueles que manipulam alimentos.


Mas qual a relação entre esses dois elementos e qual a importância para o seu empreendimento? Caso você queira entender melhor sobre isso e também sobre a execução de uma Consultoria Farmacêutica para a elaboração de POPs e do MBPF continue lendo esse texto!


Como são estabelecidas as Boas Práticas de Fabricação?

São as normativas que estabelecem os critérios a serem seguidos pelos estabelecimentos na elaboração dos documentos necessários para que eles atendam às Boas Práticas de Fabricação. Como exemplo dessas normativas há a Resolução no 275, de 21 de outubro de 2002 da ANVISA, que dispõe sobre esse assunto para a área de alimentos.


Um dos documentos importantes é o Manual de Boas Práticas de Fabricação, ou MBPF, que é definido pela ANVISA como um registro descritivo das operações realizadas pelo estabelecimento, incluindo, no mínimo, os requisitos sanitários dos edifícios, a manutenção e higienização das instalações, dos equipamentos e dos utensílios, o controle da água de abastecimento, o controle integrado de vetores e pragas urbanas, controle da higiene e saúde dos manipuladores e o controle e garantia de qualidade do produto final.


Esse manual deve reproduzir de forma genuína a realidade da empresa e deverá ser atualizado sempre que houver alterações na estrutura física ou nos processos. É importante destacar que esse documento é alvo de fiscalização e deve estar acessível aos funcionários envolvidos nas operações que ele descreve e disponível às autoridades sanitárias, quando for necessário.


Anexos ao MBPF devem estar os Procedimentos Operacionais Padronizados, ou POPs, contendo as instruções das operações, a frequência de execução delas, além de informações como nome e cargo dos responsáveis pelas atividades. É exigido que esses documentos, para os estabelecimentos do ramo de alimentos, por exemplo, contenham no mínimo: A higienização das instalações, equipamentos, móveis e utensílios, o controle da potabilidade da água, a higiene e saúde dos manipuladores, o manejo dos resíduos, a manutenção preventiva e calibração de equipamentos, o controle integrado de vetores e pragas urbanas, a seleção das matérias-primas, ingredientes e embalagens e o programa de recolhimento de alimentos.


Esses POPs, após elaborados corretamente, devem ser aprovados, datados e assinados pelo responsável do estabelecimento, que não necessariamente precisa ser um agente de saúde. Você achou essa construção detalhada e complexa? É pela exigência das informações corretas, disponíveis e dos devidos treinamentos aos funcionários que a Consultoria Farmacêutica se torna necessária. Continue lendo o texto e entenda mais sobre a necessidade e como essa consultoria funciona!




O que é e qual a importância da Consultoria Farmacêutica para as
Boas Práticas de Fabricação?

Um serviço de Consultoria Farmacêutica é muito conhecido em hospitais e drogarias quando relacionado à prescrição de medicamentos, mas também se faz presente em outros âmbitos que envolvem a regulamentação perante à Vigilância Sanitária. Essa consultoria, com a atualização do mercado para o farmacêutico, também está relacionada a diferentes temas da Farmácia, como cosméticos e alimentos, não apenas relacionados a medicamentos.


Tendo isso em vista, para que a construção do MBPF e dos POPs seja correta e contribua para a regularidade do estabelecimento, é necessário estar atento às legislações vigentes específicas para cada tipo de empreendimento, além de propor mudanças nos processos que não estejam de acordo. Isso pode ser feito por meio da Consultoria Farmacêutica, que executa Visitas técnicas ao estabelecimento simulando fiscalizações e, após a observação dos processos, propõe adequações e elabora os documentos necessários para a fábrica.


As Boas Práticas de Fabricação são critérios que garantem a qualidade dos produtos de uma indústria, evitando desperdícios e melhorando a produtividade por meio da padronização de atividades.


Dessa forma, investir numa consultoria para estar de acordo com as boas práticas é um benefício para sua empresa ser regularizada e para que a sua produção seja otimizada e isso pode ser feito em conjunto com a Farmácia Júnior, que formula soluções para sua empresa, nas áreas de alimentos, cosméticos e farmácias/drogarias. Venha conferir nossa Carta de Serviços completa e marque uma reunião diagnóstica gratuita e online!



FONTES:


  1. https://bvsms .saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2002/anexos/anexo_res0275_21_10_2002_rep.pdf

  2. http://www.pmpf.rs.gov.br/servicos/geral/files/portal/manual_praticas.pdf

  3. https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2004/res0216_15_09_2004.html

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