Você já ouviu falar em Práticas Integrativas e Complementares (PICs)?

Atualizado: Mar 30




Dentre inúmeras teorias, filosofias e métodos confirmados pela ciência, temos em nosso país algumas práticas de saúde predominantes relacionadas à cultura e aos hábitos locais que foram cultivados ao longo do tempo pela sociedade. Por mais que tenhamos a alopatia, que age combatendo os sinais e sintomas causados pelas doenças interferindo diretamente no processo natural do corpo como a prática mais comum, as PICs (práticas integrativas e complementares) estão ganhando um grande espaço globalmente, e esses dois sistemas podem se complementar. Continue lendo para conhecer um pouco mais sobre as PICs!



O surgimento das PICs

Em 1972 a Organização Mundial de Saúde (OMS) criou o Departamento de Medicina Tradicional com o objetivo de encorajar os países membros a utilizarem abordagens mais naturais, seguras e custo-efetivas, devido aos resultados positivos observados nos indicadores de saúde dos países que utilizavam as Medicinas Tradicionais, Complementares e Integrativas.


Algumas PICs são milenares e estão presente em vários sistemas de saúde seja público ou privado de diversos países. Seus benefícios para a promoção da saúde são legitimados tanto socialmente quanto comprovadas cientificamente, e promovem uma nova cultura em cuidado e tratamento de doenças, em que o paciente é o protagonista e não a doença, levando também uma diminuição da utilização de vários medicamentos.


No Brasil, em 2006, foi estabelecida no Sistema Único de Saúde (SUS) a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), através da Portaria GM/MS nº 9712. Essa Portaria traz orientações para estruturar as PICS nos serviços da Atenção Básica.



Quais são as PICs?



Dentre essas práticas encontram-se diversas formas de intervenção, promoção e manutenção em saúde herdadas principalmente da Medicina Tradicional Chinesa, como a acupuntura e a fitoterapia, além de outras práticas que estão sendo cada vez mais usadas como a Homeopatia e a aromoterapia. Vamos falar um pouco sobre cada uma dessas práticas.


  • Homeopatia


Essa tem como base o princípio da lei do semelhante, desenvolvido por Hahnemann, que acredita que um paciente com determinada doença poderia ser curado se utilizando um medicamento que, se administrado em um paciente saudável, exerceria sintomas semelhantes àquela mesma doença, contudo esse medicamento é diluído e dinamizado, assim sendo “mais suave”, não provocando reações adversas e induzindo o corpo a entrar em homeostase por si só. Algumas das doenças tratadas por homeopatas são: asma, dor de cabeça e enxaquecas, depressão, desordem neurótica, artrite, hipertensão, entre outras.


  • Aromaterapia


Esta prática utiliza concentrados voláteis extraídos de vegetais, os óleos essenciais, que promovem bem estar e saúde. Os óleos escolhidos devem beneficiar não somente o físico que muitas vezes apenas está respondendo á problemas psicológicos ou emocionais, e pode ser feito através de massagens, águas de banho e principalmente inalação. As propriedades desses óleos voláteis chegarão diretamente ao nosso sistema nervoso central o qual irá processar as informações e enviar sinais para todas as partes do corpo os quais irão executar as informações recebidas.


  • Acupuntura


Trata-se de uma técnica milenar onde há a inserção de agulhas em pontos específicos, chamados acupontos, em vários níveis de profundidade na pele, com o objetivo de equilibrar a energia do paciente e sua interação com o meio ambiente. A acupuntura busca a recuperação do organismo como um todo pela indução de processos regenerativos, normalização das funções alteradas, reforço do sistema imunológico e controle da dor. Essa prática é especialmente indicada para a redução da dor em casos de fibromialgia e dores localizadas nas costas, tratamento de náuseas e vômitos em pacientes que se submetem a quimioterapias ou cirurgias, e diminuição da tensão emocional.


  • Fitoterapia


A fitoterapia é o sistema mais antigo e o mais usado da medicina no mundo hoje. Essa prática se refere a utilização de plantas para o tratamento de doenças. Todo produto farmacêutico, seja extrato, tintura, pomada, ou cápsula, que utiliza como matéria-prima qualquer parte de uma planta com conhecido efeito farmacológico, pode ser considerado um medicamento fitoterápico, contanto que não tenha nenhum composto isolado. A fitoterapia também é apoiada no conhecimento tradicional de uma comunidade, isso faz com que o paciente tenha papel importante na terapia.



As práticas integrativas e complementares visam tratar o paciente por um todo, física e emocionalmente, para que o paciente viva em equilíbrio e o seu corpo em homeostase. Essas práticas devem ser cada vez mais utilizadas e procuradas, principalmente de maneira a complementar o tratamento tradicional.


Se você gostou de entender um pouco mais sobre as práticas integrativas complementares, não deixe de ler também o nosso texto sobre as diferenças entre alopatia e homeopatia!


2 visualizações0 comentário