Parabenos em cosméticos: quais as suas polêmicas?

Atualizado: Mar 30




A indústria de cosméticos está sempre em busca de formas para ampliar a shelf-life de seus produtos, que é feita com conservantes, podendo ser eles naturais, semi-sintéticos ou sintéticos. Dentro da vasta gama de conservantes que existem hoje, os parabenos costumam ter a preferência em grandes marcas devido seu baixo custo e alta eficácia, mesmo seu uso e seus efeitos no corpo humano sendo questionados por diversos cientistas.


Mas antes de entender o porquê dos parabenos estarem envolvidos em polêmicas, vamos entender um pouco sobre o que eles são, onde estão presentes e suas funções.



O que são parabenos e para que servem?


Eles são uma classe de produtos químicos sintéticos muito utilizados em cosméticos como conservantes eficazes em diversas formulações. Tem a função de impedir a proliferação de microrganismos, como bactérias e fungos, preservando a formulação original do produto e os impedindo de serem culturas de doenças.



Onde são encontrados?


Esses produtos químicos são encontrados em várias formulações de shampoos, cremes hidratantes, lubrificantes, cremes de barbear, maquiagem, cremes dentais, desodorantes e outros produtos. Podem aparecer nos rótulos como: metilparabeno (methylparaben), etilparabeno (ethylparaben), propilparabeno (propylparaben) e butilparabeno (butylparaben).


Após conhecer um pouco mais sobre esse conservante sintético, vamos explorar algumas de suas polêmicas.


Parabenos e o câncer de mama


Em 2004, um estudo realizado pela Sociedade Americana do Câncer (American Cancer Society – ACS) apontou que em tecidos dos seios de mulheres que tinham câncer de mama, foram encontradas quantidades relevantes de parabenos. Mesmo não sendo apontado como o único fator causador do câncer, foi-se constatado que tais produtos químicos poderiam ter agravado e/ou acelerado o processo do câncer.


Estudos atualmente tentam sustentar ou desbancar a teoria proposta pela ACS, levando então ao consumidor a escolha de se prevenir por precaução ou de fazer o livre uso de parabenos.


Parabenos em alguns países


O Comitê Científico Europeu para a Segurança do Consumidor (European Scientific Committee on Consumer Safety – SCCS) estipulou diversas regulamentações acerca do uso de parabenos em formulações que circulam na União Europeia.


O Comitê baniu o uso de isopropilparabeno (isopropylparaben), isobutilparabeno (isobutylparaben), fenilparabeno (phenylparaben) e benzilparabeno (benzylparaben) em produtos cosméticos, além de estipular valores máximos para a concentração de outros como butilparabeno e propilparabeno, não podendo exceder 0,19%. No Brasil, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) permite certa quantidade de parabenos em formulações para a pele, corpo e cabelo.

Produtos paraben-free estão em alta no mercado mundial, pois os parabenos podem ser substituídos por outros conservantes, como ácido deidroacético (DHA) e seus sais e álcool benzílico, que não apresentam risco para a saúde do consumidor.


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