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VocĂȘ sabe como agem os antidepressivos e ansiolĂ­ticos?

  • Brenda Fraga
  • 24 de mar. de 2021
  • 3 min de leitura

Atualizado: 31 de mar. de 2021

No SĂ©culo XXI, mesmo em seu inĂ­cio, jĂĄ haviam inĂșmeras pesquisas e dados apontando o aumento do nĂșmero de doenças mentais. Hoje, existem açÔes governamentais e de profissionais da saĂșde buscando solucionar ou amenizar essa situação, um exemplo Ă© a criação da campanha Setembro Amarelo da Associação Brasileira de Psiquiatria em parceria com o Conselho Federal de Medicina. PorĂ©m, com o aumento dos diagnĂłsticos de alguns quadros clĂ­nicos, o brasileiro passa a consumir cada vez mais psicofĂĄrmacos, como antidepressivos e ansiolĂ­ticos. Continue lendo e descubra informaçÔes essenciais sobre a ação desses medicamentos em nosso organismo.


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Primeiro, é necessårio entender o que são doenças mentais:

Doenças mentais sĂŁo agravos Ă  saĂșde que afetam o sistema nervoso, de forma a modificar o comportamento, a percepção da realidade, as emoçÔes e o relacionamento do indivĂ­duo com a sociedade e consigo mesmo.


Existem vårias doenças mentais, como transtornos bipolares, depressivos, ansiedade, esquizofrenia, entre outros. As duas enfermidades em destaque nessa matéria, depressão e ansiedade são as mais comuns no Brasil e mundialmente. Ocorrem principalmente em mulheres e não são restritas a uma faixa etåria, podendo se desenvolver em qualquer fase da vida de uma pessoa.


Agora, por que tais doenças surgem e tĂȘm um alto crescimento?

Transtornos de ansiedade e depressĂŁo sĂŁo doenças multifatoriais, ou seja, as causas podem ser variadas. Em primeiro lugar existe a influĂȘncia genĂ©tica (hereditariedade), traumas vividos, estresse, presença de um primeiro agravo mental, abuso de ĂĄlcool e substĂąncias ilĂ­citas. No entanto, fatores socioeconĂŽmicos como condiçÔes de trabalho, desemprego, pobreza, fatores ambientais, polĂ­ticos (falta de polĂ­ticas voltadas para saĂșde mental), comunitĂĄrios (falta de proteção, ajuda, compreensĂŁo) e culturais (falta de acesso a cultura) tambĂ©m contribuem significativamente para o surgimento desses males.


Mas, afinal, o que sĂŁo os antidepressivos e ansiolĂ­ticos?

Os antidepressivos sĂŁo medicamentos criados na dĂ©cada de 1950 para tratar pacientes com sintomas de depressĂŁo. Estes medicamentos foram sendo aprimorados com o passar das dĂ©cadas, de modo a causar menos efeitos colaterais para os indivĂ­duos. Os primeiros a surgir foram os antidepressivos tricĂ­clicos (ADTs) e os inibidores da monoaminooxidade (IMAOs). No entanto, atualmente, hĂĄ uma nova geração destes medicamentos, que sĂŁo os que agem em um Ășnico neurotransmissor ou em mĂșltiplos receptores.


Os ansiolíticos são medicamentos descobertos em 1950 que tratam pessoas com sintomas de ansiedade patológica, insÎnia e são também chamados de tranquilizantes. O transtorno de ansiedade geralmente é tratado com o uso de fårmacos benzodiazepínicos, mas pode também ser usado agonistas de receptor de serotonina, betabloqueadores e até mesmo alguns antidepressivos.


Como agem estes medicamentos:

O mecanismo de ação dos antidepressivos leva em conta a diminuição dos neurotransmissores serotonina, noradrenalina e dopamina no cérebro, sendo estas as substùncias que, após caírem na fenda sinåptica, promovem a transmissão do impulso nervoso entre os neurÎnios. A nova geração de medicamentos antidepressivos bloqueia canais de recaptação dos neurotransmissores para que eles não voltem ao neurÎnio que os secretou para a fenda sinåptica. Desse modo a propagação do impulso nervoso é continuada promovendo a capacidade de sentir prazer.


Em relação aos antidepressivos mais antigos, os ADTs possuem a mesma lógica de mecanismo, porém geram graves efeitos colaterais. Os IMAOs bloqueiam a proteína chamada MAO, degradadora de catecolaminas, favorecendo o aumento da quantidade de catecolaminas como a serotonina e norepinefrina na fenda sinåptica, porém esses medicamentos promovem um aumento não seletivo o que vem a gerar efeitos colaterais como insÎnia e ganho de peso.


Sobre o mecanismo de ação dos ansiolíticos, os benzodiazepínicos se ligam a sítios específicos de um receptor celular chamado GABA a fim de potencializar a função que tal receptor jå exerce, permitindo a entrada de íons cloreto. Sendo este um ùnion, a célula se hiperpolariza, e, desta maneira, ela não consegue transmitir impulsos nervosos, o que gera um estado de relaxamento do corpo.


Os fĂĄrmacos restantes sĂŁo pouco utilizados e o mecanismo dos agonistas de receptor de serotonina Ă© pouco conhecido. Os betabloqueadores agem antagonizando de maneira nĂŁo seletiva os receptores ÎČ adrenĂ©rgicos, o que gera relaxamento do mĂșsculo cardĂ­aco, porĂ©m pode provocar perigosos efeitos colaterais como queda da pressĂŁo arterial, tonturas, desmaios, diminuição da frequĂȘncia cardĂ­aca, etc..


Em conclusĂŁo, Ă© possĂ­vel afirmar que o tratamento recomendado para a depressĂŁo e a ansiedade envolve a escolha correta do medicamento de acordo com o quadro clĂ­nico do paciente. PorĂ©m, juntamente com o tratamento medicamentoso dos quadros, a psicoterapia tambĂ©m Ă© uma importante abordagem terapĂȘutica que deve estar sempre aliada com o tratamento para uma completa recuperação desses transtornos.


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