Conservantes: é para ter tanto medo assim?

Por Viviane Nacle


A descoberta do poder de conservação foi um avanço para a raça humana, uma vez que protege os alimentos de reações químicas que possam tornar o item impróprio para o uso. “O processo de conservação dos alimentos é bem antigo. No início da história, essa conservação era feita através do sal e fumo. Com o passar do tempo, foram descobertas outras formas de manter os alimentos em bom estado de consumo como a desidratação, conservas, congelamento, embalagens e aditivos alimentares como conservantes e antioxidantes”, comenta a nutricionista Mariane Valpassos. Mas se os conservantes são tão úteis assim, porque existe a polêmica do malefícios que eles trazem à saúde? Leia mais para entender os cuidados que devemos ter com esses aditivos alimentares!


Sabe-se que, conservantes têm a finalidade de impedir a proliferação de microrganismos no alimentos, sem alterar quimicamente o produto, porém, algumas substâncias encontradas são prejudiciais à saúde humana e podem acarretar inúmeras situações como alergias, problemas gástricos e doenças mais graves como câncer. Existem dois principais tipos de conservantes, os antimicrobianos e os antioxidantes vamos falar um pouco sobre eles:

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Conservantes antimicrobianos


Atuam inibindo ou acabando com seres que possam alterar a qualidade do produto. Um aditivo muito usado é o cloreto de sódio, que, por meio da absorção da água presente em bactérias, desidrata e mata a maioria dos microrganismos presentes.


Conservantes Antioxidantes


Provavelmente você já cortou uma maçã e notou que depois de um tempo sua tonalidade ficou escurecida, isso ocorre devido ao processo de oxidação de suas moléculas com o oxigênio. Um bom exemplo de antioxidante muito utilizado é o ácido ascórbico (vitamina C), o suco do limão ou laranja são agentes antioxidantes que aumentam a vida útil dos alimentos.

Essas são algumas formas que os conservantes agem nos produtos para aumentar o seu prazo de validade, e ai fica o questionamento: Se esses aditivos são capazes de interferir e matar bactérias e outros micro-organismos, o que eles poderão ser capazes de fazer dentro do organismo humano?


Conservantes e seus cuidados

Não há polêmica em cima dos conservantes tradicionais como açúcar, sal, vinagre e ácido ascórbico sozinhos. Os conservadores químicos que são os que devem ser alertados, uma vez que podem causar riscos a saúde.


O nitrato de potássio, por exemplo, é um composto muito efetivo no impedimento da produção de toxinas da bactéria Clostridium botulinum. Ao ser adicionado no alimento, o nitrato de Potássio (KNO3) se torna apenas nitrato (NO2-), que impede que a bactéria cresça e libere toxinas. O problema é que esse composto é fortemente relacionado ao câncer. Quando o nitrato presente na carne é aquecido acima de 100 °C, ele reage e forma a nitrosamina, que é um composto considerado carcinogênico. O nitrato de potássio é usado também em fertilizantes e é um dos três ingredientes que compõem a pólvora, de acordo com uma matéria publicada no Ecycle.


Outro exemplo também é a combinação de ácido ascórbico e o ácido benzoico, que em elevadas temperaturas podem desenvolver o benzeno, substância cancerígena. A exposição à luz também ajuda na formação dessa substância que, quando consumida, pode gerar dores de cabeça, tonturas, vômitos e fadiga.


Como evitar o uso de conservantes de alimentos

A principal dica é olhar sempre a embalagem e preferir aqueles que contenham menos ingredientes artificiais. Além disso, uma boa forma de conservar os alimentos em casa é através do congelamento, já que preserva e garante maior segurança.

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