Aditivos alimentares: confusões causadas ao consumidor

Atualizado: Mar 31

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o aditivo alimentar é um ingrediente adicionado ao alimento de forma intencional e sem propósito de nutrir, mas para alterar características físicas, químicas, biológicas ou sensoriais dele. Podemos categorizá-los como sintéticos ou naturais, que são advindos de matéria prima vegetal ou animal. Embora entre eles existam opções que não são de origem animal, o consumidor que adota uma alimentação restrita, como o veganismo, pode ser confundido pela diversidade de nomes dos ingredientes e pela falta de informações no rótulo do produto.


É importante ressaltar que um indivíduo vegano cessa o consumo de alguns produtos com o objetivo de abolir a crueldade e a exploração animal. Assim, é necessário que o consumidor tenha acesso a informações sobre o aditivo no rótulo do alimento, o que muitas vezes não acontece.



Foto de Marta Branco no Pexels


Aditivos naturais de origem animal


E542 - Fosfato de cálcio


Esse aditivo é derivado de ossos e carcaças de animais abatidos e é usado como antiaglomerante em produtos em pó, por exemplo, como fonte de fósforo em suplementos alimentares e na indústria de cosméticos em algumas pastas de dentes.


Além disso, ele é utilizado na produção de carnes para diminuir a rancificação e, segundo o Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), o consumo de carne bovina em 2020 foi de 29,3 quilos por habitante no Brasil. Esses e outros aditivos estão presentes em muitos produtos de alta taxa de consumo pela população.


E120 - Cochonilha


Essa substância é um corante natural, também chamado de vermelho carmim ou ácido carmínico, extraído dos corpos de insetos Dactylopius coccus e é maximamente produzido em fêmeas grávidas, apresentando coloração vermelha.


Ele é muito estável, sua cor não sofre grandes alterações em exposição à luz ou ao calor, e, por isso, é amplamente utilizado em iogurtes, sorvetes, refrigerantes e biscoitos, cujo consumo é alto. Apesar de poder ser substituído por outros de origem vegetal, como a betanina, obtido da beterraba, essas opções possuem menor estabilidade.



Diversidade de nome dos aditivos e problemas relacionados a essas informações


Assim como a Cochonilha, outros aditivos podem possuir mais de um nome, como a Goma Laca, que pode ser mencionada como Goma Shellac ou Resina Laca. Ela é uma resina secretada pelo inseto Kerria lacca que é usada para produzir molduras e artigos de higiene pessoal, mas também é comestível e usado no revestimento de pílulas, doces e de frutas.


Essa diversidade de nomes pode confundir o consumidor, sobretudo o que não consome ingredientes de origem animal, tornando importante que essas informações estejam no rótulo do produto, seja utilizando o nome do aditivo ou o número correspondente.


Outros aditivos podem apresentar problemas para o consumidor, como o corante caramelo, que pode estar apresentado com um mesmo nome e ser de origem sintética ou natural, de origem vegetal ou animal e, muitas vezes, o rótulo não possui essas informações complementares.


Esse aditivo possui quatro categorias, sendo o Caramelo I o único natural advindo do aquecimento do açúcar, mas, em sua produção, pode-se utilizar o carvão de ossos, que é de origem animal. Tanto o Caramelo I quanto as demais categorias podem apresentar o mesmo nome no produto, o que faz com que o consumidor vegano evite esse aditivo completamente.


Entendendo agora as confusões causadas pela desinformação sobre os aditivos alimentares, você já sabe a importância de um rótulo completo e informativo.


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REFERÊNCIAS




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